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tua bagunça

4 de abril de 2015

tuas coisas penduradas

no box do banheiro

pela casa espalhadas

teus cabelos no travesseiro

tudo pode me incomodar

 

a toalha em cima da cama

que insiste em esquecer

a luz acesa, ou deixar ligada a TV

tudo muito você

tudo aquilo que não quero ver

 

eu brigo, grito, xingo

arrumo desculpa pra não olhar

sua cara tão inocente quanto culpada

por não querer me agradar

 

acredito que assim não dá pra viver

mando você pra longe

quero esquecer

que um dia, tão feliz

pude ainda ser

 

Então você vai

é sua ausência que se prende

no banheiro, travesseiro

no lustre do corredor

no peito onde houve amor

 

e dói então essa saudade

dói tanto que perdôo seus deslizes

até chego a esquecer

o quanto arde

essas cicatrizes

 

e se queima de solidão

aquilo que restou

ainda bate um coração

pronto a esquecer e perdoar

implorando pra voltar

com toda a bagunça pela casa

pela minha vida, finalmente

pois meu lar perde a cor

se não tenho no chão da sala

me aquecendo

o seu amor


Raphael Granucci Pequeno

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