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O casamento

4 de dezembro de 2013

Desejo, ansiedade, brevidade

respiração, transpiração, inquietação

Somos somente o sim, nunca o não

Jamais um talvez

O que vale é a precisão da faca

da espátula e do martelo

que lapida lápides e pedras

sem ser, sem saber, sem merecer

 

Toca a música, primeiro passo

ou seria primeiro ato?

Todos olham, ninguém vê

as lágrimas trazem o brilho

que impede de ver a verdade

nenhum brilho é sincero

nenhuma sinceridade é bela

 

Lá longe, uma criança chora

crianças brincam de roda

Como é engraçada a ingenuidade

daqueles que tudo sabem

 

Último passo, um pulo, a vida

ou seria enfim a morte?

Quando as palavras são ditas

elas já foram escritas

tudo falso esmero,

falácia fabular falsificada falante

 

Nasce o último ato

alguém lê, alguém escuta

Prometo

Prometo ser

Prometo ser fiel

Prometo ser fiel até

Prometo ser fiel até que

Prometo ser fiel até que a

morte.

 

Morre a poesia.

 

Raphael Granucci Pequeno

 

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