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Aos que ensinam a Arte

21 de setembro de 2013

O artista parado no sinal

faz sua arte por um real.

Outro coloca seu nome em um arroz,

e ninguém sabe como ele pôs.

 

O ator troca rapidamente de identidade

mas já não sabe porque faz aquilo,

encena um texto batido e sem verdade

fingindo estar sempre tranquilo.

 

A dançarina vendeu até seus sonhos

para seguir a companhia russa.

Perdeu 10 quilos, pelo coreógrafo enfadonho,

e enquanto come escondida, soluça.

 

E a arte nascida com regras mil

fingia estar morta, mas apenas dormiu.

Acordou sem saber para que existe:

se para salvar, excluir ou deixar triste.

 

Nas palavras busco minha liberdade

e me censuram, “em busca do Universal”.

Mas esses fodidos escrotos são, na verdade,

para a Arte, o mal e seu final.

 

Raphael Granucci Pequeno

 

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