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Poesia da luta

3 de setembro de 2013

Sai de casa, vai pra luta

calejar as mãos e o coração

numa infindável labuta

que o faz querer seu colchão.

 

A poesia, tão querida,

vai ficando pelo caminho.

Buscando apenas uma saída

encontra-se de novo sozinho.

 

Olha para os lados,

não há ninguém.

Chora em sua solidão

ao não ver o que há além

 

da dor da espera inútil.

Finge que aguenta

enquanto o mundo rui,

e a agonia aumenta.

 

Com a poesia já morta,

não há rimas em seus dias.

A esperança descansa

na ideia de falsas alegrias.

 

Acorda cedo todo dia

pra correr atrás do tempo

que foge pelas frestas

da peneira dos sonhos.

 

Raphael Granucci Pequeno

 

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