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Poema dinheiro

5 de fevereiro de 2013

Não é conversa comunista,

o dinheiro adormece a poesia.

Em meu desejo tão egoísta,

roubo-me o tempo todo dia.

 

Com o dom da escrita em mãos,

uso-o não mais para comover.

Já não planto os meus grãos.

Como é difícil a arte não me pertencer!

 

Falo da terra, do homem e do céu,

tudo material, fútil e mesquinho.

Já não falo do doce e amargo fel.

Superficial, já não reclamo estar sozinho.

 

E se hoje vendo o meu dom,

ele morre mas não me abandona.

Ainda posso fazer um poema bom,

a arte continua sendo minha dona.

 

Raphael Granucci Pequeno

 

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