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Medíocre

15 de janeiro de 2013

Minhas poesias, nunca tão medíocres,

perderam aquele brilho especial.

Ainda possuem toda sua sinceridade,

mas falta algo belo e essencial.

 

Talvez seja essa dúvida, ou o medo

de demorar para fazer a escolha certa.

Se tantas vezes deixei o melhor passar,

é melhor desta vez estar de cabeça aberta.

 

Meu verso, novamente adolescente,

me envergonha em sua honestidade.

Novamente despido em frente ao papel,

sem artifícios além de apenas a verdade.

 

Quero me esconder por trás de metáforas,

disfarçar a dor com a rima mais rara.

Não aguento ficar sem escrever, então o faço,

sendo menos que mediano, arriscando minha cara.

 

Tenho medo ao me encontrar assim,

renegando o que sempre achei que queria,

para buscar aquilo que preciso e tentar achar

um novo caminho para a minha poesia.

Raphael Granucci Pequeno
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