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A felicidade do outro não é minha.

24 de dezembro de 2012

“Os seus lábios

têm que ser dos meus lábios”

mas serão os lábios de outro

que se encontrarão aos seus

quando o relógio der meia noite.

 

“Os seus braços

têm que envolver meu corpo”

mas eles estarão abertos

para receberem o carinho

de alguém que não sou eu,

e nem tem amor maior que o meu.

 

“Os seus olhos

têm que guardarem a mim”

mas na manhã seguinte,

quando enfim eles se abrirem

sua primeira visão não será minha,

mas de outro, que te faz companhia.

 

E tudo aquilo que mais desejei,

me pertence ainda menos

do que tudo aquilo que perdi.

 

Eu que tanto desejei,

apenas,

ser feliz.

 

Raphael Granucci Pequeno

 

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