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Recado ao pai distante

6 de dezembro de 2012

Em algum lugar do caminho

entre os seus braços, meu ninho,

e a frieza que encontrei na rua,

passei a sentir saudades suas.

 

Mesmo nos vendo todos os dias

essa distância é ainda maior.

O que está entre nós dois é a covardia

dos medos que ficam ao nosso redor.

 

Mas na mesa do jantar, você não fala

e quando quer dizer, apenas grita.

Podemos estar na mesma sala

mas seu silêncio me limita.

 

Sua barreira eu não posso atravessar,

mas como queria poder cair no seu colo

quando vem a vontade de chorar,

e eu sozinho me consolo.

 

Lembro de quando me defendia

dos outros e de mim mesmo.

Te ter por perto era uma alegria,

mas hoje sua presença é a esmo.

 

Queria, pai, ainda ser seu menino,

te dar orgulho por ser seu filho.

Demonstrações de fraqueza eu elimino

para poder ver em você qualquer brilho.

 

Não deixe que o tempo nos afaste

ou nos mostre que é tarde demais.

Das diferenças, vamos diminuir o contraste,

sejamos um ao outro, novamente, leais.

 

Raphael Granucci Pequeno

 

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