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Infância

12 de outubro de 2012

Não diria que fui

uma criança feliz.

Isso no meu presente influi,

como se fosse uma cicatriz.

 

Feliz não, mas inquieta.

Brincava muito, mas sozinho.

A solidão acarreta

parecer um estranho fora do ninho.

 

Mas não foi por falta de nada

que assim fui e me criei.

Sou pessoa madura e realizada

por tudo que já vivi e sei.

 

O adulto que sou agora

é aquela criança que assim era.

A solidão pode ter ido embora

mas sou a mesma fera.

 

Se não tenho saudades da infância

é porque amo a liberdade do presente.

Por mais que doa sair da ignorância,

olho para trás, mas sigo em frente.

 

Raphael Granucci Pequeno

 

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