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O Poeta (Homenagem)

18 de setembro de 2012

Conheci um garoto
que sofre tanto por amor
e vive intensamente
sem medo e sem pudor.

Inspira dentro de seu peito

um ar que provoca a poesia
e a melancolia que habita seu cansado coração.

Já disse a ele para descansar, tentar esquecer.
Mas ele é firme e não quer me ouvir.
Apenas ouve seu amor e segue sua emoção.

Sofre e tenta não se render.
Mas não engana a mim.
Sei que chora nas horas altas das madrugadas
procurando um lugar secreto
e quieto onde possa se esconder.

Seus versos, bonitos e sinceros
diante de um papel puro clamam
por alívio e salvação de um amor complexo,
proibido e com pouca solução.

Ele poderia virar as costas para tudo e para ele.
Mas não, ele não pode. Não consegue.
Seus olhos se enchem de lágrimas e o ódio tão amoroso o devora tornando-o tão fraco e um simples apaixonado, iludido com falsas promessas e amores desgastados.

Quem dera se eu pudesse ajudar.
Fosse amando-o com um amor carinhoso
e pleno de uma amiga preocupada;
ou limpando as cartas rasgadas
e os cacos de vidros de mais uma paixão quebrada.

Sinto orgulho, sem exceção, por ele se doar e amar.
Mas me abala quando a tristeza vem lhe incomodar.

Mas enfim.
Não há o porque tanto se preocupar.
É o jeito dele. Bonito, confuso e sensível e sempre pronto para se apaixonar.De novo.De novo.

Ele ama.Ele sofre.Ele vive.
Mas não em vão.
Ele é um poeta que quer versos em atitude e sossego no coração.

 

Marina Haussauer

 

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