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Depois do romance

16 de setembro de 2012

Corpos ardentes e apaixonados

que gemiam no prazer, lado a lado,

hoje afastados na dor da traição,

no impulso de uma nova emoção.

 

Poderei suprir a sua falta de um amigo,

algum dia quando a dor passar

você poderá estar comigo

quando a ferida se cicatrizar.

 

Mas não me peça paciência

para ouvir os seus problemas.

Não é nenhuma maledicência,

são coisas até pequenas.

 

Só não me fale deles,

porque sonhava em ser o principal

dentre estes e aqueles,

o problema original.

 

Não me traga confissões

vindas da cama de outra pessoa.

Nem angústias e aflições,

por mais que em você e mim isso doa.

 

Você já me fez doer demais

quando julgou-me garantido.

Dos meus sonhos levou a paz,

e no peito deixou um coração partido.

 

Se me proponho a ter por você amizade

é por puro egoísmo.

É por não conseguir conviver com a saudade

que encontro neste abismo.

 

Apenas deixe que o tempo feche

as feridas que você abriu.

Porque você ainda comigo mexe

mesmo depois de atitude tão vil.

 

Raphael Granucci Pequeno

 

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