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Divã

5 de setembro de 2012

Numa sala quase vazia

de qualquer forma de vida

abrimo-nos a alguém

mostrando cada velha ferida.

 

Neste relacionamento comum,

fingimos fazer parte de algo especial.

Juramos esquecer o passado

mas a memória é nosso mal.

 

Problemas não estão no DNA,

estão muito mais na nossa cabeça,

e o medo de enfrentá-los faz com que

nossa mente não os esqueça.

 

Só porque o pai resolveu

seguir por esse caminho,

não indica que se não for atrás

vai acabar sozinho.

 

Acreditar nas chantagens maternas

pode ser um cruel veneno,

quando se encontrar numa encruzilhada

ou num desconhecido terreno.

 

Levar o guarda-chuva e o casaco

pode ser mais prudente,

mas criar a própria saída

é o meio de seguir em frente.

 

Não é a crença da mãe,

ou a atitude do pai

que faz o homem ou o filho.

Um dia a ficha cai.

 

Só que nesse momento, no divã,

poderá já ser muito tarde.

Siga em frente, ame de verdade,

não fuja da vida real, como um covarde.

 

Raphael Granucci Pequeno

 

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