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Mais um último poema

4 de setembro de 2012

Depois de juras de amor

escrevo mais um poema

para livrar-me do meu pudor

e por um fim neste problema.

 

Constrange-me viver nesse papel

de quem sempre espera alguém

em um quarto simples de hotel,

mas ele nunca vem.

 

E me abandona em minha solidão,

não responde aos meus apelos,

deixa meu corpo no colchão

na vontade de afagar seus cabelos.

 

Mas nunca vem pra mim,

está sempre muito ocupado.

Jura que a dor terá um fim,

mas não o sinto tão apaixonado.

 

Seu silêncio me dói no peito

e sua ausência me fere a alma.

Se vem, logo vai quando satisfeito,

levando toda a minha calma.

 

Venha para mim, faça-me seu único lugar,

ou vá logo e procure para sempre me esquecer.

Já não dá pra fingir que um dia vai me amar,

se no caminho de volta você sempre vai se perder.

 

Raphael Granucci Pequeno

 

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