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Despertar poético

20 de agosto de 2012

Às vezes logo quando acordo

a poesia vem barulhenta me beijar.

Logo pela manhã um poema bordo

como o galo que traz o Sol ao cantar.

 

Mas como pode a dura poesia

acordar tão cedo o tolo poeta?

Antes de chegar a luz do dia

sua inquietação já o afeta.

 

E não importa a noite anterior,

de bebedeira, festa ou solidão.

Ela quer falar até de amor

e amargar-me o surrado coração.

 

Mas o que posso contra ela

se meu dom não me pertence?

Nem eu sou de mim, sou dela,

e de mim ela sempre vence.

 

Raphael Granucci Pequeno

 

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