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Nascimento de um poema

17 de maio de 2012

Eles me olham sem enxergar

a dor por trás do meu sorriso.

Sigo meu caminho sem parar,

“navegar é preciso”.

 

Mãos nos bolsos, não é pose

nem é para afastar o frio.

O relógio marca doze,

o escuro me lembra meu vazio.

 

Evito tudo que indique

aquilo que vai escorrer pelo rosto.

Não quero que isso fique.
Sorrirei para fingir-me recomposto.

 

Sem olhar o papel e o espelho

(para mim eles são iguais).

Escondo os olhos vermelhos

por trás de óculos escuros, nada mais.

 

Encontro amigos na rua,

percebem o que passo sem nada poder fazer:

“É uma luta tua,

Só você pode resolver”

 

Quero desistir, não encontro firmeza.

Quero fazer essa sensação morrer.

Em frente ao papel, sei que não é tristeza,

é um poema que quer nascer.

 

Raphael Granucci Pequeno

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