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O último tango

18 de abril de 2012

Agora que as luzes se acendem

e a música ameaça parar,

todos estão indo embora

e a solidão começa a se aproximar.

 

Ele simplesmente fechou os olhos

e dançou no escuro

esperando que envolto em novos braços

ele estaria seguro.

 

Mas os pares se desfizeram.

Ele está só e continua girando

ao som de um réquiem

de seus sentimentos que permanecem chorando.

 

Por muitos foi conduzido

até achar o ritmo certo.

Não era o parceiro ideal,

mas era confortável para dançar mais perto.

 

Os pés se moviam muito rápido

e nosso rapaz foi ficando descompassado.

Ele se perdeu, mas não se importou.

Ele estava apaixonado.

 

E a paixão, em toda sua efemeridade,

passou e desligou o som e a alegria.

Será que nosso dançarino cego

encontrará um descanso para os seus pés algum dia?

 

 

Raphael Granucci Pequeno

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