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Perfume

13 de março de 2012

Quando ele chega

Meu corpo estremece.

É algo que me pega

Por cada sentido, endoidece.

 

Quando ele me abraça

Sinto cada nota deste aroma:

Amor, paixão, ciúmes, sexo e trapaça,

Sinto tão forte como se fôssemos apenas dois numa redoma.

 

É seu cheiro natural

Que enlouquece meu olfato.

É tudo tão carnal,

Mas é inevitável o contato.

 

Ele me toma em seus braços,

E aquele cheiro é só meu.

Ao menos acredito enquanto é o meu regaço,

Encontro no gozo o apogeu.

 

E ele me domina,

Descreve a minha alma crua.

Misturando a nicotina

Do seu cigarro com a minha pele nua.

 

Cada pedaço está eternizado em mim

Já não me importa a visão.

Ele é todo um jardim,

Eu sou apenas aflição.

 

Quero tê-lo por completo,

Mesmo sendo impossível tocar um cheiro.

Fico com este desejo secreto,

E a esperança de não ser um perfume passageiro.

 

 

Raphael Granucci Pequeno

3 comentários

  1. Parabéns, Rapha! Ficou muito bom!


  2. Ai ai ai… delicado, sutil e fogo ao mesmo tempo… adorei… é na poesia que deixamos aquilo que está guardado dentro de nós… passageiro ou não!


  3. Hum, poema bastante envolvente! Mt bom!



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