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Realizando um sonho.

14 de outubro de 2011

“Grandes sentimentos são assim, atiçam os nervos, enrijecem os músculos, liberam enzimas.” (Fernanda Young)

 

Todo mundo tem um sonho. Alguns sonham com coisas materiais, outros em conhecer um lugar ou uma pessoa, um ídolo. O meu era conhecer a minha romancista preferida, Fernanda Young, com quem eu me identifico na maneira de pensar e na maneira de ser.

Além disso, há um outro ponto em comum. Nós dois fazemos nossa arte através da Literatura, e isso me faz admirá-la e entendê-la muito mais, o que me faz pensar que esse entendimento é recíproco.

Por mais que eu goste de música, sempre tive a certeza que para mim importaria muito mais conhecer minha escritora preferida do que qualquer outra cantora que eu goste. Estive certo.

Era uma vez um sábado como outro qualquer, quando Fernanda Young, sumida do Twitter,  tuita: “Gravo piloto de novo talk-show, em SP, terça (11), de meio-dia às 4 h. Quer ser platéia? Seja um dos primeiros 70 no braga.dudu@…

Eu, mais do que depressa, mandei o e-mail e fiquei na esperança de que fosse chamado. Meia hora depois já veio a confirmação: finalmente poderia vê-la de pertinho na terça-feira (11/10, praticamente um presente de dia das crianças!)

Para esse encontro, levei o meu romance mais recente dela, O Pau, duas fotos que eu gostei do ensaio da Playboy e um poema que eu preparei para ela.

Quando a terça-feira chegou, na maior ansiedade, cheguei muito cedo ao estúdio, antes mesmo da própria Fernanda e sua produção. Fiquei aguardando numa sala pequena, sentado em uma poltrona. E de repente eu ouvi a voz; era ela chegando.

Ela entrou na sala, toda desarrumada, deu um sorriso e disse um “bom dia”. Fiquei desconsertado. Cara de bobo que ela com certeza percebeu, porque também ficou sem graça. Após o constrangimento, ela e sua equipe subiram para o camarim.

Depois de um tempo ela desceu novamente, sozinha, e ficou por poucos segundos na mesma sala que eu, só nós dois. Não sei se ela tinha algo para fazer, ou apenas ficou com medo da minha cara de psicótico ao admirá-la, mas logo subiu ao camarim de novo.

Logo desceu sua irmã, Renata, que foi falar com uns repórteres da Caras que queriam uma entrevista. Fiquei ouvindo a conversa, e ao escutar que a Fernanda estava ocupada com os preparativos, achei melhor entregar a carta para a irmã dela para não correr o risco de ficar sem entregá-la.

O tempo foi passando, e fui conversando com outras pessoas que estavam por ali. O produtor Eduardo Braga, sempre que passava na minha frente, me dizia algo sobre um possível encontro após as gravações, o que me deixava ainda mais ansioso, como se o mais importante do dia fosse eu encontrar com a Fernanda e não a gravação de seu novo programa. Se não fosse por toda a atenção da equipe, talvez eu tivesse sofrido um ataque cardíaco, porque meu coração não se controlava.

Então, a Fernanda Young desceu as escadas já arrumada para a gravação. Cabelos ruivos, Chanel, roupa vermelha. Linda!

O mais incrível que aconteceu, ela apontou na minha direção e perguntou: “Você é o Raphael do poema?” Sem palavras, fiz que sim com a cabeça e ela me abraçou. Abraçou e falou o quanto estava agradecida por isso, pois estava também muito ansiosa com a gravação do novo programa, uma nova fase em sua carreira. Ainda sem palavras, tentei dizer qualquer coisa que acabou saindo enrolado, mas creio que o poema já disse tudo por si só.

Depois de um tempo, me acomodei na plateia e a Fernanda Young no palco agradeceu mais uma vez a todos que estavam ali, conversou com a plateia sobre diversos assuntos. “Para quem está sofrendo por amor, tenho apenas um conselho: passa. Só maluco acha que a dor vai durar para sempre. Só maluco sofre por amor.” Ou ainda em off, comentando com Márcia Cabrita sobre como envelhecer com dignidade, ao contrário de diversas outras “personalidades” do meio artístico. E também tomando uma cerveja entre um bloco ou outro, com a participação também de Ronnie Von e Paulo Ricardo. Quando indagada por Márcia, como conseguia tomar cerveja: “Eu gosto de cerveja. Prefiro Coca. Coca-cola, pra deixar claro, não uso drogas. Não mais.”, levando todos ao riso.

Terminou o programa com um karaokê, que não revelarei qual canção para não fazer spoiler deste especial. Mas no final da gravação, ainda teve tempo e simpatia de sobra para atender a todos, autografar tudo que foi pedido, tirar fotos e conversar. Lógico que palavras eu ainda não tinha, mas ela ainda lembrava o meu nome, escreveu certo em todas as dedicatórias e me fez sair de lá com a certeza de que eu escolhi bem o meu ídolo literário e para a vida.

Sem contar com o presente simbólico que recebi da produção, uma caneta que a Fernanda pegou do hotel no Canadá enquanto gravava “Duas Histéricas”, que eu entendo como “continue a escrever, Raphael”.

Sim, continuarei. Muito mais feliz e com um novo objetivo: Fazer com que a Fernanda leia mais uma vez algo que eu escrevi, e que goste ainda mais, do mesmo jeito que aconteceu comigo ao ler TODOS os livros publicados por ela.

Sem contar que um sonho realizado, além da alegria e do prazer, renova as esperanças.

O dia mais feliz da minha vida

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