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Espelho poético

10 de setembro de 2011

Nunca foi minha intenção fazer um blog sobre poesia. À princípio, seria um blog sobre São Paulo. Depois, virou um blog sobre minhas opiniões. E então vieram os sentimentos e ultimamente meus últimos posts têm sido poesias.

A questão é que esse é um espaço onde eu me comunico com alguém, que eu não sei quem, mas que por algum motivo entrou nesse endereço e resolveu ler mais do que uma linha ou um verso daquilo que eu escrevi. E assim me conhecer melhor. E assim, quem sabe, se conhecer melhor, visto que muitas vezes é em contato com o outro que acabamos aprendendo mais sobre nós mesmos.

Divagabundações à parte, a poesia é a forma condensada da expressão subjetiva.

Renego a sintaxe cotidiana, mudo as formas, uso as imagens que me veem a cabeça, e assim digo aquilo que sinto necessário ser dito. E me calo, renegando ao som.

E por tanto me calar, tenho tanto a escrever. Em forma de poesia, é claro, porque me falta clareza para explicar pormenores tudo aquilo que tenho a dizer. Mas está bem claro aqui dentro que há uma necessidade crescente de que algo precisa ser dito.

E tantos poemas, assim amontoados é isso. Tudo aquilo que precisa ser dito.

Então não tema virar um leitor de poesia. Um leitor da minha poesia. Você apenas estará me conhecendo melhor, e quem sabe, se conhecendo melhor.

Dá medo, não?

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