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Eu sou poeta e estou aprendendo a amar…

5 de agosto de 2011

Quando pensei no assunto que viria a gerar esse post, não consegui decidir em qual blog encaixá-lo.

Falar sobre mim é algo íntimo, mas todo esse sentimento é tão grande, forte e intenso que passa uma ideia de universal. Como se tudo aquilo que eu sentisse estivesse ligado a algo maior, a todas as pessoas.

Um coração partido é algo íntimo. Porém, quando Adele canta sobre seu coração partido sua música toca a todos aqueles que passaram, passam e passarão por essa dor. E é assim que me sinto.

Minha raiva, indignação, melancolia, felicidade e paixão podem tocar a todos. Aliás, creio que esse é meu maior sonho, e que mais do que nunca eu acredito ser possível.

Poderia mergulhar na escuridão na busca de mim mesmo, e ao me encontrar e dividir isso com quem estiver aberto a essa experiência, seria como fazer essa jornada acompanhado, mesmo na solidão.

Sinto-me apaixonado não simplesmente por alguém, mas pela minha fuga, ou seja, minha palavra. Acredito fielmente no poder da palavra. É ela que me motiva, ensina e me faz transcender em pensamentos. Na palavra encontro minha cura e tento passar meu remédio ao outro. Esse é o motivo que eu vejo em escrever em um domínio público.

O câncer criado pela minha cabeça é na verdade o mal do mundo. E o mal do mundo é o meu mal. “Digam o que quiserem, o mal do século é a solidão”. Quando me dispo e me mostro, sei que não estou sozinho. Os corajosos estão o tempo todo recebendo o apoio e as preces dos covardes.

Nos últimos dias tenho mergulhado em livros, mas muito além das histórias que eles me mostram e muito mais na capacidade que a palavra tem de me fazer viajar, esquecer dos meus problemas e mesmo numa situação diferente da qual estou passando, consigo tirar uma lição. Numa sentença quase perfeita, nem sempre sintaticamente, mas na forma em que ela me toca.

Então retomei a coragem de escrever. Escrever sem medo, sem ficar relendo. Apenas escrever como se conversasse com um futuro leitor que eu não sei quem é, e talvez nunca venha a saber quem foi.

Deixo minha mente e meu coração guiar o meu texto, e sinto ainda mais a força que a expressão aberta daquilo que passo tem na minha vida.

Sinto-me mais do que nunca um poeta. Vivendo intensamente não apenas a vida, mas a minha poesia.

Não ligo se minha poesia é de boa ou má qualidade, e nem consigo acreditar que exista uma qualidade da poesia. Gosto daquilo que me toca da maneira certa. Pode ser uma música, um poema, um livro ou uma pessoa.

Talvez seja esse o meu sonho. Tocar alguém da maneira perfeita com aquilo que eu tenho de melhor. Uns beijos ou umas palavras. Não importa.

Com a minha poesia quero tocar, mudar ou até quem sabe salvar uma pessoa. E isso pra mim já é salvar o mundo.

Um poeta...

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