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Tragédia grega na Cidade Maravilhosa

13 de abril de 2011

 

O massacre na escola Tasso da Silveira em Realengo, no Rio de Janeiro, já está virando um assunto batido, porém, ainda será amplamente explorado, tendo em vista que é a primeira vez que algo desse gênero acontece no Brasil. Um fato chocante e triste que, indiscutivelmente, abriu diversas discussões, sobre assuntos que o brasileiro não está acostumado a pensar.

Primeiramente, quero ressaltar o bullying, algo que já foi assunto aqui no blog, em minha tentativa frustrada de realizar uma campanha de apoio às vítimas. Minha frustração na época hoje é uma frustração para todos, pois como disse Wellington Menezes de Oliveira, o assassino, em vídeos, ele foi vítima de bullying, e esse pode ser, talvez, um dos motivos de sua raiva e sentimento de vingança, que infelizmente foi levado para o caminho errado, fazendo com que pessoas que nada tivessem a ver com sua história pagassem por isso.

Nos Estados Unidos, onde casos como o da escola Tasso da Silveira, já aconteceram antes, há a preocupação de cuidar das vítimas de bullying, principalmente agora com uma “onda” de suicídios de adolescentes que se sentiam deslocados em suas próprias vidas. Nesse contexto, artistas, como a cantora Pink, e séries, como o musical teen Glee, fazem seu papel social.

A cantora Pink e o ator que representa mais um personagem gay da série, que mudou de escola por conta do bullying.

Outro assunto que deve vir à tona são as doenças mentais. Por mais distante do nosso cotidiano que isso possa parecer, muitos moradores de rua, por exemplo, possuem alguma doença mental, como a esquizofrenia. Não fazendo muito tempo, um morador de rua atacou duas pessoas na Paulista, esfaqueando-as sem nenhum motivo para tal. A hipótese de esquizofrenia é cogitada, mas nada é feito para tratar tais pessoas, que continuam sendo marginalizadas.

Enfim, não quero ser Poliana e dizer para extrair o melhor disso, mas já que os avisos não bastaram para evitar tamanha tragédia, o melhor é acordar para mais um problema que bate na cara da sociedade, atingindo principalmente nossa base, o que gerará uma população futura muito mais instável, com crises de depressão, síndrome do pânico, logo abusando de drogas, lícitas ou não, para suportar tudo aquilo que eles não aprenderam a lidar, e passando para frente o único modo que eles conheceram. Sim, violência gera violência. Clichê, mas é só mais um aviso para dizer que talvez, infelizmente, este não seja o último caso.

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