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457 anos, primeiro post de 2011… Vamos comemorar?

26 de janeiro de 2011

Após um recesso discursivo, mas não criativo, venho tentar botar em palavras alguns de meus pensamentos. Essa demora se deu graças a vários fatores: festas de fim de ano, vestibular, férias e o maior de todos, preguiça. Alguns acompanham séries de TV, outros acompanham blogs. Se as séries de TV dão um tempo, e só voltam agora, eu me dou esse direito e creio que ninguém realmente se importa. Mas não estou aqui para agradar, então voltei (e como diria Roberto Carlos) agora para ficar. Mentira, na primeira oportunidade vou dar um tempo maior.

Como pude deixar de postar algo sobre os 457 anos de São Paulo? Simples: Quem ligou a TV, em qualquer canal aberto ontem, pôde obter mais informações do que minha paciência permitiria escrever. Sim, voltei revoltado. Mas para evitar fugir do assunto principal do blog…

História da cidade de São Paulo

São Paulo surgiu como missão jesuítica, em 25 de janeiro de 1554, reunindo em seus primeiros territórios habitantes de origem tanto européia quantoindígena. Com o tempo, o povoado acabou caracterizando-se como entreposto comercial e de serviços de relativa importância regional. Esta característica de cidade comercial e de composição heterogênea vai acompanhar a cidade em toda a sua história, e atingirá o seu ápice após o espetacular crescimento demográfico e econômico advindo do ciclo do café e da industrialização, que elevariam São Paulo ao posto de maior cidade do país.

Em janeiro de 1554, um grupo de jesuítas, comandado pelos padres Manoel da Nóbrega, superior da ordem no Brasil, e José de Anchieta, chega ao planalto, auxiliado por João Ramalho. Com o objetivo de catequizar os índios que viviam na região, os jesuítas erguem um barracão de taipa de pilão, em uma colina alta e plana, localizada entre os rios Tietê, Anhangabaú e Tamanduateí, com a anuência do cacique Tibiriçá, que comandava uma aldeia de guaianases nas proximidades. Em 25 de janeiro daquele ano, dia em que se comemora a conversão do apóstolo Paulo, o padre Manoel de Paiva celebra a primeira missa na colina. A celebração marcou o início da instalação dos jesuítas no local, e entrou para a história como nascimento da cidade de São Paulo. Dois anos depois, os padres erguem uma igreja – a primeira edificação duradoura do povoado. Em seguida, ergueram o colégio e o pavilhão com os aposentos. Destas construções originais, resta apenas uma parede de taipa, onde hoje encontra-se o Pátio do Colégio.

Agora explico o motivo da minha revolta:

– Revolto-me com pessoas folgadas. Cada um tem seu espaço, e detesto quando o outro acha que parte do meu espaço pertence a ela. Por exemplo, meus ouvidos. Evite que aquilo que você gosta entre no ouvido de alguém que possa não gostar. Ex: Funk, Pagode… NÃO AGUENTO MAIS LÁLÁIÁLÁIÁLAIÁLIÁ…

– Revolto-me porque notei que a Ivete Sangalo é causadora de alienação. Gosto dela, mas convenhamos: “Brasileiro sempre arranja motivo para comemorar” (um dos trechos de seu novo dvd). Percebi o mal que isso faz para a nossa cabeça, enquanto ouvia Legião Urbana: “Vamos comemorar como idiotas a cada fevereiro e feriado todos os mortos nas estradas, os mortos por falta de hospitais…” (Perfeição). Viu?

– Revolto-me com a globo. “Amor em 4 atos” teve 4 episódios, e Passione passou por mais de 6 meses. Uma obra extraída do repertório de Chico Buarque merece menos tempo do que peitos e bundas de um reality show ultrapassado que serve apenas para medir a ignorância de uma população. A única coisa boa do Big Brother, é que economizo energia desligando a TV, já que nenhuma emissora tem competência de fazer uma grade para concorrer com tamanha babaquice.

– Revolto-me com o governo que não cuida das pessoas de rua. Muitos estão lá por problemas mentais, e NADA é feito.

– Revolto-me com o fechamento do Cinema Belas Artes.

– Revolto-me com o vestibular.

– Revolto-me com a hipocrisia de quem acha que o mundo deve ser mudado, mas bate na tecla do preconceito, jogando a culpa em quem não teve instrução para poder ter discernimento do que é certo ou errado. Pra ser justo, certo e errado não existem, o que deveria ser valorizado é a visão a longo prazo.

– Revolto-me com o cenário musical.

– Revolto-me com a Mariah Carey. Prenha, e querendo sair em turnê. Nem eu aguento mais!

– Revolto-me com o desrespeito da Amy Winehouse, e a demora da Amy Lee em fazer um novo cd.

– Revolto-me com o sorriso falso da Dilma.

Enfim, revolto-me contra a minha própria revolta. Estava de férias e gastava tempo ficando nervoso. Não mais. Ponto final para isso. Não ficarei nervoso, apenas revoltado, indignado. Quem cala consente, então falarei enquanto puder. E agirei, quando não houver mais nada a ser dito.

Vamos comemorar? Mas o quê!

One comment

  1. Dammmmmnnn!!!!! motivos para revolta não faltem msmo! q bom q eu num fui mencionado bjs! hauhauahu s2 *adorei o Post!



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